Por Gustavo Rangel
Há quase dois mil anos, nosso Mestre Jesus pronunciou estas palavras no Sermão da Montanha.
Hoje, após tantos séculos, o que ainda vemos no Mundo e em nossa Pátria, em especial?
A Doutrina Espírita – como o Consolador prometido por Jesus, faz-nos refletir seriamente sobre o tema, em suas múltiplas faces.
A par do avanço tecnológico, caminhamos lado a lado, com a aflição, a amargura, a miséria moral e material, a violência do homem contra seu próximo e contra si mesmo…
E o que vemos? A indústria da morte pelo excesso de armamento bélicos, a cada dia, mais sofisticados e poderosos; os países “desenvolvidos” fortalecendo com armas destruidoras os países “em desenvolvimento”; interesses econômicos mesquinhos imiscuindo-se em todos os setores de produção e de serviços; os males da injustiça social, gerando – classes humanas desprotegidas, mal-remuneradas, abandonadas, sem opção de trabalho digno e sendo, muitas vezes, submetidas ao trabalho escravo; grande número de seres humanos “habitam” em favelas, guetos e malocas, – quando não ficam pelas ruas e estradas; o tráfego de drogas, a cada dia se expandindo mais , em todos os segmentos da sociedade; a liberação desenfreada do sexo, que acaba perdendo seu verdadeiro significado; a prostituição infantil e da adolescência; a agonia da fome…
Desesperados, muitos desses nossos irmãos, partem para a agressão à Sociedade indiferente, que os relega a um estado primitivo, sub-humano, sem nenhuma perspectiva de esperança.
E, em não se pesquisando as verdadeiras causas de tanta violência, buscam-se medidas de repressão, pura e simples, para tentar deter a onda avassaladora de tanto sofrimento.
Criam-se, então, os reformatórios para os adolescentes, constróem-se os presídios de segurança máxima; superlotam-se os xadrezes das delegacias; aplicam-se leis mais severas; utiliza-se do malfadado recurso da pena de morte, a institucional (“legalizada”) e aquela outra -, a dos esquadrões de extermínio, na prática de assassinatos frios, esquecendo-se de que o Espírito é imortal e sobreviverá além do túmulo, muitas vezes cheio de ódio e revolta, engrossando as fileiras dos irmãos desencarnados, desesperados e ignorantes, que continuarão na prática do mal.
Por tudo isto, as causas da violência continuam a se multiplicar de forma fecunda.
Perguntamos, então: Qual será a principal raiz de toda a aflitiva situação que estamos presenciando e em muitos casos, dela mesma participando?
O inesquecível filósofo espírita – LÉON DENIS -, em seu livro – “Depois da Morte”, no capítulo 46, dá-nos uma importância diretriz para nossa reflexão e imediata aplicação: “Não haverá paz entre os homens, segurança, bem-estar social, se não for vencido o EGOÍSMO e destruídos os privilégios; então as desigualdades estridentes desaparecerão e todos partilharão, na medida de seu trabalho e do seu mérito, do bem-estar comum.”
Entendemos que a única solução é uma terapêutica preventiva pela educação, das atuais e futuras gerações, para que através do amor, que o Evangelho de Jesus nos ensina, possamos paralisar e, em seguida, reverter, todo esse quadro de angústia e dor, que se nos oferece, diariamente, aos nossos olhos.
Nesse terapêutica, cabe à Doutrina Espírita, papel preponderante e decisivo. Pela nossa própria evangelização, nos esforços que empreendermos pela nossa melhoria moral, estaremos contribuindo para o aperfeiçoamento da Família, da Sociedade, da Pátria e do Mundo.
Como nos diz VINICIUS, no livro “Nas Pegadas do Mestre”: “Salvar é Educar. Jesus é Mestre e, como tal veio ao Mundo salvar a Humanidade, promovendo a Educação no Espírito do Homem”.
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