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	<title>GEAAS - Grupo Espírita Aprender, Amar e Servir &#187; Artigos</title>
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		<title>Plante Simpatia, Cultive Amizades</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 13:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Esta afirmação está condicionada à nossa realidade instável de criaturas humanas, que reagem ao sabor da satisfação, ou não, dos seus desejos e ambições. Muitos de nós, fechamos “o tempo” com facilidade e “descascamos” em quem não tem nada a ver. Temos dificuldade de separar as coisas.
Por um instante, maltratamos alguém e, sabidamente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Esta afirmação está condicionada à nossa realidade instável de criaturas humanas, que reagem ao sabor da satisfação, ou não, dos seus desejos e ambições. Muitos de nós, fechamos “o tempo” com facilidade e “descascamos” em quem não tem nada a ver. Temos dificuldade de separar as coisas.</p>
<p>Por um instante, maltratamos alguém e, sabidamente, nos reconhecemos injustos, mas por força do orgulho, não nos retratamos pela justificativa da pouca importância daquela pessoa em nossas vidas: “Ela não faz diferença alguma pra mim”. E aqui caberá a lembrança de uma verdade física e interrelacional: “O mundo dá voltas”.</p>
<p>A experiência que irei relatar é um exemplo inverso do que comentei até agora, mas sustenta a tese de que os laços que nos unem hoje, poderão nos fazer reencontrar tempos depois, em posições diferentes, e tudo dependerá de como estabelecemos nossas relações anteriormente.</p>
<p>Morei em Brasília por 2 anos, e lá tive um dileto amigo, Eduardo. Num bairro chamado Sudoeste, próximo ao trabalho, costumeiramente, fazíamos a refeição num pequeno e simples “self-service”, cujo o dono chamávamos de Botafoguense, típico carioca malandro. A gozação rolava solta, sendo eu flamenguista e Eduardo um palmeirense roxo (verde é melhor). Fizemos uma amizade saudável, de profundo companheirismo e respeito entre nós.Voltei para o Rio e nunca mais soube do Botafoguense, que sinceramente nem o nome sabia.</p>
<p>Um dia parado no pedágio da Linha Amarela, fui abalroado por um carro dirigido por uma jovem. Estava atrasado para compromissos, por isso peguei os dados dela e do carro e fiquei de fazer contato posteriormente. Fiz alguns contatos, mas foram infrutíferos, por isso decidi consertar o carro e cobrar  a indenização. Na ocasião do incidente, ela me informou que trabalhava numa empresa de comunicação radiofônica, muito conhecida no Rio, e pra lá me dirigi. Ela me recebeu dizendo que o marido dela iria resolver e, na hora, por contato telefônico ele me despachou dizendo que iria fazer contato em outro momento para tratarmos do assunto. Enfim, me senti enrolado. Ela para ser agradável me perguntou se eu já tinha conhecido uma rádio por dentro, e passou a me apresentar as dependências. Quando em dado momento, ela abre a porta do setor FM, o comunicador se surpreende e na frente dela me cumprimenta efusivamente: “E aí flamenguista, cadê o Eduardo?”. Era o Botafoguense. Eu fiquei estupefato e ela caiu do cavalo, tanto que me indagou se eu o conhecia, respondi afirmativamente. Ela nos deixou sozinhos, e disse que voltava logo. Eu e o saudoso camarada trocamos breves palavras, inclusive sobre o fato que me levava a estar ali, e ela retornou me comunicando que seu pai (um outro grande comunicador) estava me chamando para acertarmos a indenização.</p>
<p>Não tenho a menor dúvida de que eu sairia daquele local sem êxito de receber meu prejuízo, se não fosse o fato de conhecer o Botafoguense, pois a solução que havia sido adiada, foi prontamente resolvida, em razão do impacto daquele encontro “casual”, na frente da minha cicerone e devedora. Este acontecimento inopinado, me fez estar mais atento ao grande investimento de simpatia e cuidado com o outro.</p>
<p>Creio, nossas simpatias são nossos advogados de defesa nas questões da vida. Com certeza!</p>
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		<title>Antes de espíritas, somos seres humanos</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/antes-de-espiritas-somos-seres-humanos/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 18:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo cuidado é pouco
Por Cláudio Amaral
Trabalhei com um companheiro que ouvia meus &#8220;causos&#8221; e ele me apelidou de Forrest Gump (O Contador de Histórias). Este é o preço que se paga por ter vivido sem medo de ser feliz ( ou infeliz ! ).
Então, com licença, lá vai mais uma das histórias da minha vivência.
Nestas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo cuidado é pouco</p>
<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Trabalhei com um companheiro que ouvia meus &#8220;causos&#8221; e ele me apelidou de Forrest Gump (O Contador de Histórias). Este é o preço que se paga por ter vivido sem medo de ser feliz ( ou infeliz ! ).</p>
<p>Então, com licença, lá vai mais uma das histórias da minha vivência.</p>
<p>Nestas andanças pelos centros espíritas da vida , me deparei com um acontecimento ilustrativo.Neste caso específico, a audiência era muito grande e a palestra transcorria em harmonia. Em dado momento eu fiz a seguinte referência: “&#8230;pois às vezes deflagramos a Terceira Guerra Mundial dentro de casa pelo fato de alguém ter usado uma roupa nossa&#8230;&#8221;. Mais algum tempo de preleção e encerrei meus comentários. Ao retomar a palavra, o dirigente da reunião me agradeceu a colaboração e pediu desculpas por não entender determinadas situações, pois ficava &#8220;pau da vida&#8221; quando pessoas de sua casa usavam suas roupas, pois considerava uma falta de respeito. Saliente-se, nunca contestei isso, pois a verdade deve ser dita, dependendo da forma (por isso aludi à Terceira Guerra Mundial). E tal era sua indignação com a ocorrência, que ainda repetiu mais duas vezes a expressão já utilizada. A platéia foi levada aos risos e, posteriormente, deu-se por encerrada a reunião, iniciando-se os passes.</p>
<p>Algumas ilações se pode absorver do episódio:</p>
<p>1ª) Uma reunião doutrinária pública é a oportunidade de se reunirem várias pessoas, com origens e realidades diversas, e se tentar harmonizá-las em torno de reflexões sobre o pensamento de Jesus e Kardec. Tarefa pouco fácil, mas que fica mais prejudicada se existe um chamamento à grosseria vulgar como no caso da expressão usada, limiar do uso de uma palavra de baixo calão, o que deve ter concorrido para a hilariedade dos ouvintes. Com certeza o padrão mental deve ter sofrido uma queda;</p>
<p>2ª) A responsabilidade de um dirigente de reunião doutrinária é muito grande. Além de coordenar o andamento da reunião, lhe cabe a supervisão e controle de todas as ocorrências no ambiente da reunião. Por exemplo, caso de alguma alteração inconveniente no comportamento da platéia e avaliação no teor dos argumentos utilizados pelo expositor, se estão condizentes com a Doutrina. Se nenhum desses aspectos necessitarem de reparo, não caberá seu pronunciamento, acrescentando nada. Muitos dirigentes se valem do fato da sua posição para &#8220;choverem no molhado&#8221; do que foi dito anteriormente. Ser dirigente de reunião não é ser orador complementar. Não é ser dono do microfone. Com certeza a referência &#8220;ao uso da roupa&#8221; deve ter atingido uma questão mal resolvida dentro da realidade psicológica do dirigente da reunião, e ele se prevalecendo da sua posição, foi levado a um &#8220;afrouxamento de censura pessoal&#8221; e se permitiu desabafar uma indignação particular com uso de expressão inadequada ao ambiente. Típica imposição do particular sobre o público.</p>
<p> 3ª) A alternância entre os expositores, sempre que possível, é algo salutar pela diversidade de enfoques que proporciona. O mesmo deveria ser aplicado aos dirigentes de reuniões públicas. Quando nos achamos estabilizados numa posição tendemos à estagnação, advindo os riscos de acidentes de percurso. Todo trabalhador mantido, por muito tempo, em evidência, a frente de um trabalho, tem a tendência a incorporar maneirismos ao seu comportamento na direção do trabalho, dificultando a meta de se  promover a liberdade individual de cada um entender o conteúdo da exposição segundo seus critérios pessoais.</p>
<p>Todo acontecimento nos traduz ensinamentos.</p>
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		<title>Vaidade, todo cuidado é pouco</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/vaidade-todo-cuidado-e-pouco/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 18:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral                                     
A convivência com os princípios espíritas, sem que percebamos, vai clareando determinados pontos em nossas vidas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral                                     </p>
<p>A convivência com os princípios espíritas, sem que percebamos, vai clareando determinados pontos em nossas vidas, que antes eram aceitos sem questionamento das implicações morais e do sentido ético, ou não, embutido neles.</p>
<p>Permitam-me apresentar uma experiência vivida.</p>
<p>Certa vez, fui convidado a fazer parte de um evento espírita, realizando uma palestra num município vizinho ao Rio de Janeiro.Acertei os aspectos específicos do estudo e , por fim, o representante do evento me solicitou informá-lo de um currículo mínimo para ser lido antes do meu estudo.Eu me neguei a informar. Ele insistiu. Eu, então disse, que os dados mais relevantes de minha vida, dos quais eu mais me orgulhava, era ser casado com minha esposa e ser pai dos meus dois filhos (tirei uma onda&#8230;). Para mim era o que cabia num ambiente espírita. Enfim, acabei fazendo a palestra sem apresentação de currículo algum.</p>
<p>De minha parte, não considero cabível o ritual da formalidade catedrática de apresentação da vida pregressa intelectual e profissional num culto espiritual, onde pessoas de “poucas letras” estariam presentes e poderiam se sentir intimidadas e constrangidas por sua pouca instrução, sendo equivocadamente levadas a crer que o(a) detentor(a) de um currículo mais denso é o “dono da verdade“ inquestionável. Em Espiritismo, todo este contexto é abominável e indesejável.</p>
<p>Vejam, é válido na vida protocolar do mundo, mas não é recomendável na convivência espírita. Esta avaliação mais detalhada sobre as conseqüências de uma atitude ou iniciativa qualquer é que faz da convivência genuinamente espírita algo mais refinado, por medir como as decisões podem repercutir nas demais pessoas, e estar sendo estímulo, como no caso apresentado, à vaidade de todos nós, de quem ouve e, principalmente, de quem fala e dirige reuniões. </p>
<p>É um risco, é bom não pagar pra ver&#8230;</p>
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		<title>Centro Espírita não é igreja, mas ESCOLA</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/centro-espirita-nao-e-igreja-mas-escola/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 16:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
&#8220;As Sociedades  Espíritas devem fazer a mesma coisa e conseguirão grande proveito para o  seu adiantamento ao promoverem conferências em que seja lido e  comentado tudo o que possa ter relação com o Espiritismo, a favor ou  contra. Dessa discussão, a que cada um dá a contribuição das  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>&#8220;As Sociedades  Espíritas devem fazer a mesma coisa e conseguirão grande proveito para o  seu adiantamento ao promoverem <strong>conferências</strong> em que seja lido e  comentado tudo o que possa ter relação com o Espiritismo, <strong>a favor ou  contra</strong>. Dessa discussão, a que <strong>cada um</strong> dá a contribuição das  suas próprias reflexões, saem os esclarecimentos que passam despercebidos  numa leitura individual. Ao lado das <strong>obras especiais</strong>, os <strong>jornais</strong> também contribuem com fatos, notícias, reportagens, relatos de  virtudes ou de vícios que levantam graves problemas morais susceptíveis  de serem resolvidos pelo Espiritismo.&#8221;</p>
<p>(Allan  Kardec – O Livro dos Médiuns – item 347 – 2ª Parte – Capítulo XXIX ) *</p>
<p>Na afirmação do título não se deve inferir qualquer distinção  discriminatória ou ofensiva, simplesmente uma constatação de diferença  de postura institucional de um centro espírita no desempenho da sua  finalidade de esclarecer a espíritos de encarnados e desencarnados.</p>
<p>Tradicionalmente, uma igreja caracteriza-se  por uma postura dogmática, mesmo autoritária, na divulgação de sua  doutrina de eleição. Não há discussão do mérito. Pressupõe-se um detentor  de todo conhecimento teológico, e a ele cabe a tarefa de conduzir os  demais adeptos a concluírem segundo sua visão, como se não houvesse  outra(s) forma(s) de enxergar o tema apresentado. Daí, ser de domínio  público a afirmação: “Religião não se discute, se aceita”.</p>
<p>O Espiritismo luta, com muita dificuldade,  contra esta postura passiva, quase de inércia, comum às nossas  experiências anteriores no campo religioso. Com seus poucos  153  anos de organização (18 de abril de 1857), o Espiritismo encontra  resistência, até mesmo entre seus adeptos,que contrariamente às  sugestões de Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (*), proíbem nas  reuniões públicas que seus freqüentadores externem suas  opiniões, alegando ser necessário se manter a harmonia e disciplina do  ambiente, ferindo desta forma a natureza primordial do centro espírita  que é de ESCOLA, onde nos instruimos e educamos naturalmente em todas as  oportunidades e com todas as ocorrências.</p>
<p>No Centro Espírita não cabe <strong>convencionalismos igrejeiros</strong>,  por este ser um pólo incentivador da busca individual da Verdade com  liberdade , num clima fraternal e solidário, inclusive pela franca  oportunidade do intercâmbio de impressões, tornando a reunião produtiva  pela contribuição de uns para com os outros, para ampliação de nossas  limitações.</p>
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		<title>Má Fé ou Ignorância?</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/ma-fe-ou-ignorancia/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 12:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Levítico 20:27 &#8220;Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto. Serão apedrejados, e levarão a sua culpa.&#8221;
Deuteronômio 18:10-12 &#8220;Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem pergunte a um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Levítico 20:27 &#8220;Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto. Serão apedrejados, e levarão a sua culpa.&#8221;</p>
<p>Deuteronômio 18:10-12 &#8220;Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem pergunte a um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem pergunte aos mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele.&#8221;</p>
<p>I Samuel 28 &#8220;&#8230; e imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel&#8230;&#8221;</p>
<p>Provérbios 14:12 &#8220;Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte&#8221;</p>
<p>Gálatas 5:19-21 &#8221; Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, imundícia, dissolução,idolatria, feitiçarias,inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissenções, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glotonorias, e coisas semelhantes a estas acerca das quais vos declaro, como dantes já vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.&#8221;</p>
<p>Apocalipse 21:8 &#8220;Mas quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores,e aos feiticeiros,e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre o que é a segunda morte.&#8221;</p>
<p>Estas citações bíblicas constavam em uma publicação religiosa como reprovação ao Espiritismo. Ao consultá-las não se distingue uma só menção de reprimenda aos princípios espíritas. Querer comparar o Espiritismo com feitiçaria, consulta aos mortos, satanismo, idolatria, magia ou adivinhação é declarar total ignorância sobre o conteúdo do espiritismo ou má fé na condução das idéias para confundir aos menos avisados.</p>
<p>O Espiritismo é uma doutrina cristã, que prega o amor, a justiça e a caridade como instrumentos necessários para crescermos espiritualmente. Institui como essencial para o aprimoramento coletivo dos homens o estabelecimento integral da Liberdade,Igualdade e Fraternidade, certos de que &#8220;a cada um será dado conforme suas obras&#8221; (apocalipse 22:12). O Espiritismo reconhece uma longa trajetória para alcançar tal progresso, mas o mecanismo da Reencarnação favorecerá essa chance. A reencarnação é o retorno do espírito à experiência terrena em outro corpo. Foi anunciada pelo próprio Jesus (Mateus 17:10-13 / Marcos 9:11-13), quando declarou que João Batista havia sido o profeta Elias. O processo pelo qual Elias se reapresentou como João Batista é a reencarnação, assumindo uma nova personalidade em outro corpo. Isto é inegável.</p>
<p>É fato que nem todos estão aptos a encararem essas verdades eternas e, por isso, o próprio Cristo afirmou que &#8220;não veio trazer a paz, mas a espada (a divisão)&#8221;, conforme Mateus 10:34-38. Para certas criaturas é penoso por seus preconceitos, formação e conveniências alargarem seus entendimentos (Lucas 10:27) a outros níveis de percepção, preferindo simplesmente negar ou deturpar a lógica, como se isto resolvesse a questão.</p>
<p>Caberá sempre lembrarmos a nossa destinação de sermos livres, sem as amarras da escravidão a homens ou instituições do mundo, por uma determinação do Cristo, que nos disse &#8220;conhecereis a verdade e a verdade vos libertará&#8221;. </p>
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		<title>Espiritismo sem Distorções</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/espiritismo-sem-distorcoes/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 12:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Por sermos uma Doutrina com só 151 anos, pouquíssimos de nós tivemos a oportunidade de mais de uma encarnação como espíritas. Na maioria temos uma grande influência de múltiplas vivências em outras correntes religiosas, com seus dogmatismo, ritualismo e misticismo. Daí a insistência de transplantarmos à prática espírita, aceitações estranhas ao seu corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Por sermos uma Doutrina com só 151 anos, pouquíssimos de nós tivemos a oportunidade de mais de uma encarnação como espíritas. Na maioria temos uma grande influência de múltiplas vivências em outras correntes religiosas, com seus dogmatismo, ritualismo e misticismo. Daí a insistência de transplantarmos à prática espírita, aceitações estranhas ao seu corpo doutrinário.</p>
<p>Associado a isto, a grande maioria dos centros espíritas dificulta a implantação da fé raciocinada, limitando suas atividades doutrinárias em torno de reuniões monótonas e exaustivamente expositivas, sem a participação e a troca de idéias de todos, como previu o próprio codificador no item 347 de O Livro dos Médiuns: “Dessa discussão, a que cada um dá a contribuição das suas próprias reflexões, saem os esclarecimentos que passam despercebidos numa leitura individual”.</p>
<p>Toda esta realidade supra mencionada favorece à falsas interpretações, distorcidas pelo sentimentalismo e pela primariedade dos pensamentos, representado por crendices e superstições ( O Livro dos Médiuns-Cap II-1ª Parte). Cristalizações de gerações em gerações, que se absorve por formação. Uma dessas criações originadas em nossas raízes históricas é a figura do preto-velho, que simboliza a dor dos antigos africanos, feitos escravos, submetidos à humilhações e violências. Todos carregamos a marca da responsabilidade dessas atrocidades e, por isso, santificamos a imagem do preto-velho, em total desprezo ao “branco-velho”. Uma forma de nos redimirmos como povo, por nossas injustiças. O nosso animismo, através do inconsciente, alimenta tais “roupagens mentais”, que são aproveitadas por espíritos influenciáveis por estas sugestões.</p>
<p>Na Revista Espírita de junho de 1859 temos a comunicação de “O Negro Pai César”. Tal espírito em nenhum momento de seu relato se caracteriza na condição de cansado, alquebrado pelos anos ou através de uma fala embaralhada e incompreensível. Pelo contrário, reafirmou a dor pelo preconceito vivido em sua última existência , denotando até certa mágoa. E, ainda, a certeza e alívio de não ser mais negro, por ter alcançado a situação de espírito liberto. Tal manifestação difere bastante do que estamos acostumados a ver nos cultos afro-brasileiros dos chamados pretos-velhos, não há como confundir. Foi o relato de um espírito sobre sua vida sofrida e a impressão que esta experiência lhe proporcionou. Fato comum às comunicações mediúnicas espíritas, como forma de aprendizado a todos nós. Diferente da ocorrência rotineira de certas manifestações, que traduzem apego dos manifestantes pela rotina terrena, com todas as suas características rudimentares.</p>
<p>A convicção espírita tem seus próprios métodos para compreender a realidade do fenômeno mediúnico. É preciso nos aprofundarmos no seu conhecimento, a fim de não distorcermos a natureza das suas características.</p>
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		<title>É muito temerário se usar o termo CURA em Doutrina Espírita</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/e-muito-temerario-se-usar-o-termo-cura-em-doutrina-espirita/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 12:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Para início de conversa convém nos lembrarmos de Jesus na passagem de Lucas 17,11-19, quando Ele se dirige ao leproso agradecido por lhe ter restabelecido a saúde, e o Mestre faz uma distinção da sua condição de salvo em relação aos outros nove, igualmente beneficiados, por ter este especialmente demonstrado sua renovação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Para início de conversa convém nos lembrarmos de Jesus na passagem de Lucas 17,11-19, quando Ele se dirige ao leproso agradecido por lhe ter restabelecido a saúde, e o Mestre faz uma distinção da sua condição de salvo em relação aos outros nove, igualmente beneficiados, por ter este especialmente demonstrado sua renovação de sentimentos através da expressão de gratidão.</p>
<p>Podemos também aliar a esta orientação cristã, a mensagem de O Evangelho segundo o Espiritismo, no Capítulo V, item 10, quando diz: &#8216;&#8230; As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam . São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.&#8217;</p>
<p>Isto sem deixarmos de nos reportar ao fato de que nos Evangelhos, não constatamos Jesus dizendo que curou, e sim, que a tua fé te curou ou a tua fé te salvou.</p>
<p>Estes três apontamentos são importantes para entendermos a subjetividade do termo cura, que envolve as relações de causa e efeito da doença e dos doentes, que nós não podemos assegurar qual seja. Os outros nove leprosos certamente não alcançaram a condição para serem qualificados como salvos, apesar de aparentemente estarem livres da doença.</p>
<p>Neste intante, cabe introduzir nesta reflexão a idéia do termo alívio (Mateus 11,28), que representa um benefício alcançado, sem que se tenha produzido a reformulação de propósitos e pensamentos requerida pela doutrina do Mestre. Além da indicação inequívoca de O Evangelho segundo o Espiritismo, de que em alguns casos a própria doença (expiação ou prova) é o remédio de que carecemos, e do qual não haveremos de nos desatrelar, pelo impositivo da lei de reajuste. Desta forma, como falar de cura? Como definir se o auxílio recebido foi estrutural (cura) ou superficial (alívio)? Em esmagadora maioria não somos dotados deste poder de investigação do psiquismo dos outros.</p>
<p>Qualquer uso do termo CURA no Centro Espírita, seja para passe ou reunião, induz o aflito à dedução de que se ele se submeter à rotina de passe ou reunião de cura, ele alcançará a cura automaticamente, condição imediata do seu desespero e do seu desejo natural de se livrar da dor ou de um desconforto qualquer.</p>
<p>Nenhum espírita, médium ou não, ou instituição espírita sérios podem garantir o resultado de quaisquer das terapêuticas espíritas, pois não temos acesso ao grau de necessidade do aflito em relação à sua dor. Por isso, nos parece cauteloso substituir o termo cura por tratamento, deixando assim claro a intenção de sermos alvos da misericórdia de Deus, amenizando nossas dores, sem invalidar a orientação do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, de que &#8216;o sofrimento é inerente à imperfeição&#8217;, e conforme nos afirma o espírito Vianney (cura de Ars): &#8216;Muitas vezes a cegueira dos olhos é a verdadeira luz do coração&#8217;.</p>
<p>Fora disso, é sugerir ilusão. </p>
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		<title>Convencer ou converter?</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 23:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
&#8220;Pregai o Evangelho em todas as ocasiões, mas só usai palavras quando necessário.&#8221; Francisco de Assis
Muitos foram os profetas e arautos da Palavra de Deus, mas pouquíssimos conseguiram manifestar em atos e palavras a essência da sabedoria divina como o irmão Francisco de Assis. Sua noção de fraternidade foi a mais pura expressão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>&#8220;Pregai o Evangelho em todas as ocasiões, mas só usai palavras quando necessário.&#8221; Francisco de Assis</p>
<p>Muitos foram os profetas e arautos da Palavra de Deus, mas pouquíssimos conseguiram manifestar em atos e palavras a essência da sabedoria divina como o irmão Francisco de Assis. Sua noção de fraternidade foi a mais pura expressão do Evangelho do Cristo, estendida às criaturas e à Natureza.</p>
<p>Sua compreensão da vivência da mensagem cristã está muito bem colocada na frase base deste texto. Muitos religiosos se apoiam no mandamento do &#8220;Ide e Pregai&#8221;, como se fosse uma forma exterior de simplesmente converter os outros de suas convicções ao Cristianismo, através da aceitação de sua Igreja.</p>
<p>Francisco interpreta a pregação como um ato de convencimento ao outro através da vivência própria das verdades que abraçou. Antes de espalhar o Evangelho escrito, esforçar-se por ser um exemplo de virtudes do Evangelho Vivo, dando provas de que o Cristo veio para nos ser útil na vida prática, e não para adoração estática ou proselitismo. </p>
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		<title>Centenário de Chico Xavier</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 17:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Em 2010, se o nosso Chico estivesse entre nós encarnado,completaria cem anos. É natural que o Movimento Espírita se mobilize e aproveite a data para relembrar a notável figura deste homem de bem. Estamos muito carentes de exemplos de correção moral e humanitarismo, e Chico sempre será uma referência neste sentido, digna de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Em 2010, se o nosso Chico estivesse entre nós encarnado,completaria cem anos. É natural que o Movimento Espírita se mobilize e aproveite a data para relembrar a notável figura deste homem de bem. Estamos muito carentes de exemplos de correção moral e humanitarismo, e Chico sempre será uma referência neste sentido, digna de ser mencionada.</p>
<p>Todavia , precisamos ser comedidos nestas homenagens, considerando a postura em vida do saudoso mineiro, refratário que era aos holofotes. Chico sempre foi avesso a ser colocado em evidência. Os diversos títulos de cidadania que lhe foram conferidos pelas Casas Legislativas pelo Brasil, foram todos recebidos em nome da Doutrina espírita, ressaltando que ela sim era a devida homenageada. Quando seus aniversários coincidiam com as reuniões do seu grupo espírita , não concordava com comemorações, e até faltava aos encontros para não ser o foco das exaltações. Por último, foi informado e convidado para ser homenageado em um Congresso Espírita, em Portugal, não comparecendo sob a justificativa das restrições do seu estado de saúde. Chico sempre considerou com fidelidade as orientações de Allan Kardec, e este disse: &#8220;É o orgulho que faz se julguem infalíveis (os médiuns) e repilam todos os conselhos. Esse sentimento é infelizmente excitado pelos elogios de que são objeto; basta que um médium apresente faculdade um pouco transcendente, para que o busquem, o adulem, dando lugar a que ele exagere sua importância e se julgue como indispensável, o que vem a perdê-lo.&#8221; (O que é o Espiritismo? Cap.II &#8211; item 86). Da profunda compreensão dessas palavras kardequianas, ele mesmo se intitulava &#8220;Cisco Xavier&#8221;.</p>
<p>Primando por essa simplicidade, exemplificada por Chico, devemos externar nossa saudade e admiração por este amoroso amigo através de cada casa espírita, no <a href="http://geaas.org.br/texto/centenario-de-chico-xavier-2/" target="_self">próximo futuro 2 de abril de 2010</a>, dedicando uma reunião modesta para relembrarmos os princípios morais que nortearam sua vida e que Chico prezou com tanto afinco em diversos momentos, muitos documentados por seus biógrafos. Com certeza, se cada uma de nossas associações espíritas oferecer esta flor singela da lembrança carinhosa e reconhecida por tudo que ele nos significa, é provável que com maior facilidade sintonizemos com seu coração humilde, ofertando as flores de nossa gratidão por sua vida modelar. Fica a sugestão !</p>
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		<title>Práticas Desnecessárias &#8211; Sim ou Não?</title>
		<link>http://geaas.org.br/texto/praticas-desnecessarias-sim-ou-nao/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 20:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cláudio Amaral
Existe uma estória de caserna que fala sobre uma surpresa desagradável em determinado quartel. No horário do hasteamento da bandeira se verificava o sumiço da adriça, impedindo a amarração do pavilhão nacional e dificultando o rito cívico diário.O comandante da época para sanar aquela ocorrência instituiu o serviço de guarda ao mastro. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cláudio Amaral</p>
<p>Existe uma estória de caserna que fala sobre uma surpresa desagradável em determinado quartel. No horário do hasteamento da bandeira se verificava o sumiço da adriça, impedindo a amarração do pavilhão nacional e dificultando o rito cívico diário.O comandante da época para sanar aquela ocorrência instituiu o serviço de guarda ao mastro. A medida surtiu o efeito corretivo desejado naquele instante, e foi mantida ao longo do tempo. Até que muitos anos depois, indagado o soldado de serviço, qual a finalidade da sua atuação junto ao mastro, ele respondeu que não sabia, mas &#8216;que sempre fora feito assim&#8217;.</p>
<p>Este conto nos remete ao fato da importância de avaliarmos nossas rotinas, a fim de que elas não se desviem dos objetivos primordiais e se tornem cumprimento de mesmice. Isso se aplica a qualquer atividade. No meio espírita não é diferente.</p>
<p>Precisamos cogitar com bom senso e racionalidade, numa prática salutar da fé raciocinada. Dois pontos poderemos analisar se não se enquadram neste contexto de perda de propósito:</p>
<p>1º) A prática simultânea de aplicação de passe individual e distribuição de água fluidificada.<br />
Todas as duas formas consistem em técnicas da fluidoterapia, com o fim de atender uma necessidade específica do recebedor do seu benefício. No caso do passe individual essa ação é direta, em razão do paciente estar em condições de buscar pessoalmente a ajuda. No tocante à água fluidificada, caberá relembrarmos o papel físico-químico fundamental deste líquido, como veículo universal nas formulações medicamentosas, por sua neutralidade. Assim, sempre foi utilizada como veículo quando impregnada pelo magnetismo do médium, a fim de beneficiar o paciente que não esteja em condições de se deslocar ao centro espírita, por fatores impeditivos referentes à sua doença física ou mental ou convalescência. Em dado momento, passou-se a ministar, em duplicidade, tanto o passe individual como a água fluidificada aos frequentadores das reuniões públicas, como se o fluido administrado de uma forma agisse diferente da outra, quando em realidade eles se sobrepõem. Cria-se nos frequentadores das instituições a &#8216;mania&#8217; da duplicidade obrigatória dessas práticas fluidoterápicas, reforçando a viciação em receber passes, tão contra-indicada por André Luiz, no livro Conduta Espírita.</p>
<p>2º) A prática da obscuridade (suspensão da luminosidade) durante a aplicação do passe ou do momento da prece.<br />
Este hábito tem, em parte, sua fundamentação na prática similar utilizada nas reuniões mediúnicas de materialização, onde é recomendável a baixa luminosidade artificial (Missionários da Luz-André Luiz) para não haver perda dos fluidos sutis utilizados (material luminoso extraído da natureza) em tais tarefas específicas. Estender tal orientação à prática comum da fluidoterapia nas reuniões doutrinárias é aplicar o conceito restrito ao caso geral. O fenômeno mediúnico (passe) se realiza independente da luminosidade natural ou artificial. Alguns defendem a interferência da baixa luminosidade para ajudar numa maior concentração das pessoas. O apoio de fórmulas exteriores, como a diminuição da luminosidade, com essa justificativa, pode ser comparado ao ato formal de dar as mãos (Livro dos Médiuns,CapXXV,item 282, perg.15) para estabelecer uma corrente entre as pessoas. Dizem os espíritos, que esta expressão externa não corresponde necessariamente à disposição interna das pessoas, ou seja, mãos entrelaçadas não definem se os pensamentos estão dispersos ou homogêneos. Mera exterioridade, formalidade que gera ritualismo. Isto sem deixarmos de tocar no prejuízo quanto a visão fantasmagórica que a escuridão empresta ao clima destas práticas espíritas, por ser um recurso de intimidação muito usual aos filmes de terror. Nada que se equipare ao sentido transparente, espontâneo, que o Espiritismo deseja nos influir, a termos dentro e fora do centro espírita, sem ambiência ou atos místicos. A mística do Espiritismo é a naturalidade e simplicidade da condção dos seus atos de fé. Ele se aparta de &#8216;muletas&#8217; e &#8216;bengalas&#8217; para promover diretamente a criatura na busca dos ideais superiores.</p>
<p>Incorporar modismos sem a devida conexão aos princípios doutrinários é enxertar práticas desnecessárias.</p>
<p>&#8216;É nisso que consiste a superioridade da Doutrina Espírita sobre as demais doutrinas. Enquanto o crente se mantém em suas crenças obsoletas, por maiores que sejam as provas que lhe demonstrem o erro, o Espírita se encaminha para onde a sã razão o conduz. Nós estaremos, onde estiverem as provas daquilo que afirmamos. Afirmar sem provas, garantir sem esteio, impor sem raciocínio, nada poderá ser jamais, o nosso critério&#8217;. Carlos Imbassahy (Livro Religião &#8211; Cap I)</p>
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