Patrono

PatronoNascido a 24 de abril de 1576, na França, numa aldeia chamada POY, era filho de camponeses pobres – Guilherme de Paulo e Beltranda de Moras. Estudou de início em um colégio de franciscanos na cidade de Acqs, vindo a iniciar sua vida sacerdotal aos 15 anos, quando recebeu a tonsura. Ordenou-se sacerdote aos 19 anos. Sua vida sofreu uma marca indelével por ocasião do retorno de uma viagem, quando fora receber uma herança. Seu barco foi atacado por piratas turcos e ele feito escravo. Foi vendido em praça pública a um pescador, e posteriormente repassado a um químico, e finalmente a um cristão renegado. Grandes foram as suas privações, sobretudo por ter sido foragido durante 2 anos como escravo.

Retornando a Paris, é designado capelão da Rainha Margarida de Valois. Nesta oportunidade começa a visitar os doentes no Hospital de Caridade, e ciente das necessidades de seus assistidos, quando encontra com a rainha, comunica-lhe que os pobres estavam morrendo de fome. A rainha alega que já havia dado o suficiente. Vicente passa à sua frente e olha para as jóias que estavam no seu pescoço e na cabeça. Para espanto geral, a rainha pega as jóias e as oferta a Vicente.

Sua iniciativa no bem se estende na organização das “Conferências de Caridade”, formada por senhoras de todos os níveis sociais, objetivando a assistência aos pobres. Seu indiscutível mérito humanitário lhe rende a nomeação de “Esmoler da Rainha”, com um programa bem definido: enterrar os mortos, matar a fome do povo, cultivar a terra e amparar os órfãos. Associado a Luiza de Marillac, funda a “Companhia das Irmãs de Caridade” ou “Filhas da Caridade”, para assistir aos doentes. Bem como, funda o “Berçário de Paris”.

A profícua vida de Vicente de Paulo, calcada em uma obstinação ilimitada pelo Bem ao próximo, fez deste “Paladino da Caridade” um realizador incansável de inúmeras obras, como: Congregação da Missão, Irmãs de Caridade, Orfanatos, Escolas, Hospitais, Confrarias de Homens, Asilos, Evangelização de Pobres, Assistência aos Doentes e Menores, Ensino gratuito às crianças, Assistência aos doentes mentais e Recuperação e assistência às prostitutas.

Vicente encarava sua missão de forma humílima, sem traços pessoais, e bem representa isto esta passagem: “Certo dia, quando pedia esmola, lhe cuspiram no rosto. Vicente de Paulo disse ao seu interlocutor: isto foi para mim, agora dê uma esmola para os pobres”. Este espírito de escol, retornou à pátria espiritual em 27 de setembro de 1660, aos 84 anos de idade, deixando-nos um rastro de luz de belos exemplos de como amarmos ao próximo como Jesus nos amou. Sua presença na Codificação se faz marcante nos Prolegômenos de O Livro dos Espíritos, em outra bela página acerca da Beneficência, em O Evangelho segundo o Espiritismo (capítulo 13, item 12) e nas comunicações de números 20 e 26 do capítulo 31, da 2ª parte, de O Livro dos Médiuns.