GEAAS http://geaas.org.br Grupo Espírita Aprender, Amar e Servir posterous.com Wed, 24 Nov 2010 08:46:00 -0800 Luto http://geaas.org.br/luto-0 http://geaas.org.br/luto-0

Por Cláudio Amaral

Quando nos damos conta de que algo provavelmente acontecerá contra nossos planos, e que será necessário renunciar a um projeto de vida longamente preparado, entramos num processo extremamente lento e doloroso. Trata-se de uma perda importante e, como em qualquer perda, há um trabalho de luto a ser feito.

Esse luto compreende todas as fases descritas por Elizabeth Kübler-Ross em “On death and dying”. De acordo com esse livro, o luto compreende necessariamente uma série de reações que são normais quando sofremos uma grande perda afetiva.

Assim, passamos pela negação (“não é verdade, não estou acreditando”), a raiva (“como podem ter feito isso comigo”), a barganha mágica (“talvez eu pudesse fazer alguma coisa para evitar”), a depressão (“minha vida não tem mais sentido”), a culpabilidade (“deveria ter agido de outro modo”), e, enfim, a aceitação (“eu fiz o melhor que pude, e não há mais nada a fazer”).

Portanto, é importante tomar consciência desse luto, que pode durar indefinidamente ou ressurgir sob formas diferentes em momentos importantes da vida. Mesmo nos acontecimentos mais felizes da vida (como os aniversários, o réveillon, as férias, os sucessos profissionais, o natal). Enquanto isso, é muito importante que cada um assuma e entenda esse luto, como uma parte de sua identidade e de sua história.

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Wed, 24 Nov 2010 08:45:00 -0800 Plante Simpatia, Cultive Amizades http://geaas.org.br/plante-simpatia-cultive-amizades http://geaas.org.br/plante-simpatia-cultive-amizades

Por Cláudio Amaral

Esta afirmação está condicionada à nossa realidade instável de criaturas humanas, que reagem ao sabor da satisfação, ou não, dos seus desejos e ambições. Muitos de nós, fechamos “o tempo” com facilidade e “descascamos” em quem não tem nada a ver. Temos dificuldade de separar as coisas.

Por um instante, maltratamos alguém e, sabidamente, nos reconhecemos injustos, mas por força do orgulho, não nos retratamos pela justificativa da pouca importância daquela pessoa em nossas vidas: “Ela não faz diferença alguma pra mim”. E aqui caberá a lembrança de uma verdade física e interrelacional: “O mundo dá voltas”.

A experiência que irei relatar é um exemplo inverso do que comentei até agora, mas sustenta a tese de que os laços que nos unem hoje, poderão nos fazer reencontrar tempos depois, em posições diferentes, e tudo dependerá de como estabelecemos nossas relações anteriormente.

Morei em Brasília por 2 anos, e lá tive um dileto amigo, Eduardo. Num bairro chamado Sudoeste, próximo ao trabalho, costumeiramente, fazíamos a refeição num pequeno e simples “self-service”, cujo o dono chamávamos de Botafoguense, típico carioca malandro. A gozação rolava solta, sendo eu flamenguista e Eduardo um palmeirense roxo (verde é melhor). Fizemos uma amizade saudável, de profundo companheirismo e respeito entre nós.Voltei para o Rio e nunca mais soube do Botafoguense, que sinceramente nem o nome sabia.

Um dia parado no pedágio da Linha Amarela, fui abalroado por um carro dirigido por uma jovem. Estava atrasado para compromissos, por isso peguei os dados dela e do carro e fiquei de fazer contato posteriormente. Fiz alguns contatos, mas foram infrutíferos, por isso decidi consertar o carro e cobrar  a indenização. Na ocasião do incidente, ela me informou que trabalhava numa empresa de comunicação radiofônica, muito conhecida no Rio, e pra lá me dirigi. Ela me recebeu dizendo que o marido dela iria resolver e, na hora, por contato telefônico ele me despachou dizendo que iria fazer contato em outro momento para tratarmos do assunto. Enfim, me senti enrolado. Ela para ser agradável me perguntou se eu já tinha conhecido uma rádio por dentro, e passou a me apresentar as dependências. Quando em dado momento, ela abre a porta do setor FM, o comunicador se surpreende e na frente dela me cumprimenta efusivamente: “E aí flamenguista, cadê o Eduardo?”. Era o Botafoguense. Eu fiquei estupefato e ela caiu do cavalo, tanto que me indagou se eu o conhecia, respondi afirmativamente. Ela nos deixou sozinhos, e disse que voltava logo. Eu e o saudoso camarada trocamos breves palavras, inclusive sobre o fato que me levava a estar ali, e ela retornou me comunicando que seu pai (um outro grande comunicador) estava me chamando para acertarmos a indenização.

Não tenho a menor dúvida de que eu sairia daquele local sem êxito de receber meu prejuízo, se não fosse o fato de conhecer o Botafoguense, pois a solução que havia sido adiada, foi prontamente resolvida, em razão do impacto daquele encontro “casual”, na frente da minha cicerone e devedora. Este acontecimento inopinado, me fez estar mais atento ao grande investimento de simpatia e cuidado com o outro.

Creio, nossas simpatias são nossos advogados de defesa nas questões da vida. Com certeza!

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Wed, 24 Nov 2010 08:43:00 -0800 Antes de espíritas, somos seres humanos http://geaas.org.br/antes-de-espiritas-somos-seres-humanos http://geaas.org.br/antes-de-espiritas-somos-seres-humanos

Por Cláudio Amaral

Trabalhei com um companheiro que ouvia meus “causos” e ele me apelidou de Forrest Gump (O Contador de Histórias). Este é o preço que se paga por ter vivido sem medo de ser feliz ( ou infeliz ! ).

Então, com licença, lá vai mais uma das histórias da minha vivência.

Nestas andanças pelos centros espíritas da vida , me deparei com um acontecimento ilustrativo.Neste caso específico, a audiência era muito grande e a palestra transcorria em harmonia. Em dado momento eu fiz a seguinte referência: “…pois às vezes deflagramos a Terceira Guerra Mundial dentro de casa pelo fato de alguém ter usado uma roupa nossa…”. Mais algum tempo de preleção e encerrei meus comentários. Ao retomar a palavra, o dirigente da reunião me agradeceu a colaboração e pediu desculpas por não entender determinadas situações, pois ficava “pau da vida” quando pessoas de sua casa usavam suas roupas, pois considerava uma falta de respeito. Saliente-se, nunca contestei isso, pois a verdade deve ser dita, dependendo da forma (por isso aludi à Terceira Guerra Mundial). E tal era sua indignação com a ocorrência, que ainda repetiu mais duas vezes a expressão já utilizada. A platéia foi levada aos risos e, posteriormente, deu-se por encerrada a reunião, iniciando-se os passes.

Algumas ilações se pode absorver do episódio:

1ª) Uma reunião doutrinária pública é a oportunidade de se reunirem várias pessoas, com origens e realidades diversas, e se tentar harmonizá-las em torno de reflexões sobre o pensamento de Jesus e Kardec. Tarefa pouco fácil, mas que fica mais prejudicada se existe um chamamento à grosseria vulgar como no caso da expressão usada, limiar do uso de uma palavra de baixo calão, o que deve ter concorrido para a hilariedade dos ouvintes. Com certeza o padrão mental deve ter sofrido uma queda;

2ª) A responsabilidade de um dirigente de reunião doutrinária é muito grande. Além de coordenar o andamento da reunião, lhe cabe a supervisão e controle de todas as ocorrências no ambiente da reunião. Por exemplo, caso de alguma alteração inconveniente no comportamento da platéia e avaliação no teor dos argumentos utilizados pelo expositor, se estão condizentes com a Doutrina. Se nenhum desses aspectos necessitarem de reparo, não caberá seu pronunciamento, acrescentando nada. Muitos dirigentes se valem do fato da sua posição para “choverem no molhado” do que foi dito anteriormente. Ser dirigente de reunião não é ser orador complementar. Não é ser dono do microfone. Com certeza a referência “ao uso da roupa” deve ter atingido uma questão mal resolvida dentro da realidade psicológica do dirigente da reunião, e ele se prevalecendo da sua posição, foi levado a um “afrouxamento de censura pessoal” e se permitiu desabafar uma indignação particular com uso de expressão inadequada ao ambiente. Típica imposição do particular sobre o público.

3ª) A alternância entre os expositores, sempre que possível, é algo salutar pela diversidade de enfoques que proporciona. O mesmo deveria ser aplicado aos dirigentes de reuniões públicas. Quando nos achamos estabilizados numa posição tendemos à estagnação, advindo os riscos de acidentes de percurso. Todo trabalhador mantido, por muito tempo, em evidência, a frente de um trabalho, tem a tendência a incorporar maneirismos ao seu comportamento na direção do trabalho, dificultando a meta de se promover a liberdade individual de cada um entender o conteúdo da exposição segundo seus critérios pessoais.

Todo acontecimento nos traduz ensinamentos.

 

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Wed, 24 Nov 2010 08:42:00 -0800 Vaidade, todo cuidado é pouco http://geaas.org.br/vaidade-todo-cuidado-e-pouco http://geaas.org.br/vaidade-todo-cuidado-e-pouco

Por Cláudio Amaral

A convivência com os princípios espíritas, sem que percebamos, vai clareando determinados pontos em nossas vidas, que antes eram aceitos sem questionamento das implicações morais e do sentido ético, ou não, embutido neles.

Permitam-me apresentar uma experiência vivida.

Certa vez, fui convidado a fazer parte de um evento espírita, realizando uma palestra num município vizinho ao Rio de Janeiro.Acertei os aspectos específicos do estudo e , por fim, o representante do evento me solicitou informá-lo de um currículo mínimo para ser lido antes do meu estudo.Eu me neguei a informar. Ele insistiu. Eu, então disse, que os dados mais relevantes de minha vida, dos quais eu mais me orgulhava, era ser casado com minha esposa e ser pai dos meus dois filhos (tirei uma onda…). Para mim era o que cabia num ambiente espírita. Enfim, acabei fazendo a palestra sem apresentação de currículo algum.

De minha parte, não considero cabível o ritual da formalidade catedrática de apresentação da vida pregressa intelectual e profissional num culto espiritual, onde pessoas de “poucas letras” estariam presentes e poderiam se sentir intimidadas e constrangidas por sua pouca instrução, sendo equivocadamente levadas a crer que o(a) detentor(a) de um currículo mais denso é o “dono da verdade“ inquestionável. Em Espiritismo, todo este contexto é abominável e indesejável.

Vejam, é válido na vida protocolar do mundo, mas não é recomendável na convivência espírita. Esta avaliação mais detalhada sobre as conseqüências de uma atitude ou iniciativa qualquer é que faz da convivência genuinamente espírita algo mais refinado, por medir como as decisões podem repercutir nas demais pessoas, e estar sendo estímulo, como no caso apresentado, à vaidade de todos nós, de quem ouve e, principalmente, de quem fala e dirige reuniões.

É um risco, é bom não pagar pra ver…

 

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Wed, 24 Nov 2010 08:41:00 -0800 Centro Espírita não é igreja, mas ESCOLA http://geaas.org.br/centro-espirita-nao-e-igreja-mas-escola http://geaas.org.br/centro-espirita-nao-e-igreja-mas-escola

Por Cláudio Amaral

“As Sociedades Espíritas devem fazer a mesma coisa e conseguirão grande proveito para o seu adiantamento ao promoverem conferências em que seja lido e comentado tudo o que possa ter relação com o Espiritismo, a favor ou contra. Dessa discussão, a que cada um dá a contribuição das suas próprias reflexões, saem os esclarecimentos que passam despercebidos numa leitura individual. Ao lado das obras especiais, os jornais também contribuem com fatos, notícias, reportagens, relatos de virtudes ou de vícios que levantam graves problemas morais susceptíveis de serem resolvidos pelo Espiritismo.”

(Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – item 347 – 2ª Parte – Capítulo XXIX ) *

Na afirmação do título não se deve inferir qualquer distinção discriminatória ou ofensiva, simplesmente uma constatação de diferença de postura institucional de um centro espírita no desempenho da sua finalidade de esclarecer a espíritos de encarnados e desencarnados.

Tradicionalmente, uma igreja caracteriza-se por uma postura dogmática, mesmo autoritária, na divulgação de sua doutrina de eleição. Não há discussão do mérito. Pressupõe-se um detentor de todo conhecimento teológico, e a ele cabe a tarefa de conduzir os demais adeptos a concluírem segundo sua visão, como se não houvesse outra(s) forma(s) de enxergar o tema apresentado. Daí, ser de domínio público a afirmação: “Religião não se discute, se aceita”.

O Espiritismo luta, com muita dificuldade, contra esta postura passiva, quase de inércia, comum às nossas experiências anteriores no campo religioso. Com seus poucos  153 anos de organização (18 de abril de 1857), o Espiritismo encontra resistência, até mesmo entre seus adeptos,que contrariamente às sugestões de Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (*), proíbem nas reuniões públicas que seus freqüentadores externem suas opiniões, alegando ser necessário se manter a harmonia e disciplina do ambiente, ferindo desta forma a natureza primordial do centro espírita que é de ESCOLA, onde nos instruimos e educamos naturalmente em todas as oportunidades e com todas as ocorrências.

No Centro Espírita não cabe convencionalismos igrejeiros, por este ser um pólo incentivador da busca individual da Verdade com liberdade , num clima fraternal e solidário, inclusive pela franca oportunidade do intercâmbio de impressões, tornando a reunião produtiva pela contribuição de uns para com os outros, para ampliação de nossas limitações.

 

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Wed, 24 Nov 2010 08:40:00 -0800 Má Fé ou Ignorância? http://geaas.org.br/ma-fe-ou-ignorancia http://geaas.org.br/ma-fe-ou-ignorancia

Por Cláudio Amaral

Levítico 20:27 “Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto. Serão apedrejados, e levarão a sua culpa.”

Deuteronômio 18:10-12 “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem pergunte a um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem pergunte aos mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele.”

I Samuel 28 “… e imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel…”

Provérbios 14:12 “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”

Gálatas 5:19-21 ” Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, imundícia, dissolução,idolatria, feitiçarias,inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissenções, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glotonorias, e coisas semelhantes a estas acerca das quais vos declaro, como dantes já vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”

Apocalipse 21:8 “Mas quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores,e aos feiticeiros,e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre o que é a segunda morte.”

Estas citações bíblicas constavam em uma publicação religiosa como reprovação ao Espiritismo. Ao consultá-las não se distingue uma só menção de reprimenda aos princípios espíritas. Querer comparar o Espiritismo com feitiçaria, consulta aos mortos, satanismo, idolatria, magia ou adivinhação é declarar total ignorância sobre o conteúdo do espiritismo ou má fé na condução das idéias para confundir aos menos avisados.

O Espiritismo é uma doutrina cristã, que prega o amor, a justiça e a caridade como instrumentos necessários para crescermos espiritualmente. Institui como essencial para o aprimoramento coletivo dos homens o estabelecimento integral da Liberdade,Igualdade e Fraternidade, certos de que “a cada um será dado conforme suas obras” (apocalipse 22:12). O Espiritismo reconhece uma longa trajetória para alcançar tal progresso, mas o mecanismo da Reencarnação favorecerá essa chance. A reencarnação é o retorno do espírito à experiência terrena em outro corpo. Foi anunciada pelo próprio Jesus (Mateus 17:10-13 / Marcos 9:11-13), quando declarou que João Batista havia sido o profeta Elias. O processo pelo qual Elias se reapresentou como João Batista é a reencarnação, assumindo uma nova personalidade em outro corpo. Isto é inegável.

É fato que nem todos estão aptos a encararem essas verdades eternas e, por isso, o próprio Cristo afirmou que “não veio trazer a paz, mas a espada (a divisão)”, conforme Mateus 10:34-38. Para certas criaturas é penoso por seus preconceitos, formação e conveniências alargarem seus entendimentos (Lucas 10:27) a outros níveis de percepção, preferindo simplesmente negar ou deturpar a lógica, como se isto resolvesse a questão.

Caberá sempre lembrarmos a nossa destinação de sermos livres, sem as amarras da escravidão a homens ou instituições do mundo, por uma determinação do Cristo, que nos disse “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

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Wed, 24 Nov 2010 08:39:00 -0800 Espiritismo sem Distorções http://geaas.org.br/espiritismo-sem-distorcoes http://geaas.org.br/espiritismo-sem-distorcoes

Por Cláudio Amaral

Por sermos uma Doutrina com só 151 anos, pouquíssimos de nós tivemos a oportunidade de mais de uma encarnação como espíritas. Na maioria temos uma grande influência de múltiplas vivências em outras correntes religiosas, com seus dogmatismo, ritualismo e misticismo. Daí a insistência de transplantarmos à prática espírita, aceitações estranhas ao seu corpo doutrinário.

Associado a isto, a grande maioria dos centros espíritas dificulta a implantação da fé raciocinada, limitando suas atividades doutrinárias em torno de reuniões monótonas e exaustivamente expositivas, sem a participação e a troca de idéias de todos, como previu o próprio codificador no item 347 de O Livro dos Médiuns: “Dessa discussão, a que cada um dá a contribuição das suas próprias reflexões, saem os esclarecimentos que passam despercebidos numa leitura individual”.

Toda esta realidade supra mencionada favorece à falsas interpretações, distorcidas pelo sentimentalismo e pela primariedade dos pensamentos, representado por crendices e superstições ( O Livro dos Médiuns-Cap II-1ª Parte). Cristalizações de gerações em gerações, que se absorve por formação. Uma dessas criações originadas em nossas raízes históricas é a figura do preto-velho, que simboliza a dor dos antigos africanos, feitos escravos, submetidos à humilhações e violências. Todos carregamos a marca da responsabilidade dessas atrocidades e, por isso, santificamos a imagem do preto-velho, em total desprezo ao “branco-velho”. Uma forma de nos redimirmos como povo, por nossas injustiças. O nosso animismo, através do inconsciente, alimenta tais “roupagens mentais”, que são aproveitadas por espíritos influenciáveis por estas sugestões.

Na Revista Espírita de junho de 1859 temos a comunicação de “O Negro Pai César”. Tal espírito em nenhum momento de seu relato se caracteriza na condição de cansado, alquebrado pelos anos ou através de uma fala embaralhada e incompreensível. Pelo contrário, reafirmou a dor pelo preconceito vivido em sua última existência , denotando até certa mágoa. E, ainda, a certeza e alívio de não ser mais negro, por ter alcançado a situação de espírito liberto. Tal manifestação difere bastante do que estamos acostumados a ver nos cultos afro-brasileiros dos chamados pretos-velhos, não há como confundir. Foi o relato de um espírito sobre sua vida sofrida e a impressão que esta experiência lhe proporcionou. Fato comum às comunicações mediúnicas espíritas, como forma de aprendizado a todos nós. Diferente da ocorrência rotineira de certas manifestações, que traduzem apego dos manifestantes pela rotina terrena, com todas as suas características rudimentares.

A convicção espírita tem seus próprios métodos para compreender a realidade do fenômeno mediúnico. É preciso nos aprofundarmos no seu conhecimento, a fim de não distorcermos a natureza das suas características.

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Wed, 24 Nov 2010 08:38:00 -0800 É muito temerário se usar o termo CURA em Doutrina Espírita http://geaas.org.br/e-muito-temerario-se-usar-o-termo-cura-em-dou http://geaas.org.br/e-muito-temerario-se-usar-o-termo-cura-em-dou

Por Cláudio Amaral

Para início de conversa convém nos lembrarmos de Jesus na passagem de Lucas 17,11-19, quando Ele se dirige ao leproso agradecido por lhe ter restabelecido a saúde, e o Mestre faz uma distinção da sua condição de salvo em relação aos outros nove, igualmente beneficiados, por ter este especialmente demonstrado sua renovação de sentimentos através da expressão de gratidão.

Podemos também aliar a esta orientação cristã, a mensagem de O Evangelho segundo o Espiritismo, no Capítulo V, item 10, quando diz: ‘… As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam . São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.’

Isto sem deixarmos de nos reportar ao fato de que nos Evangelhos, não constatamos Jesus dizendo que curou, e sim, que a tua fé te curou ou a tua fé te salvou.

Estes três apontamentos são importantes para entendermos a subjetividade do termo cura, que envolve as relações de causa e efeito da doença e dos doentes, que nós não podemos assegurar qual seja. Os outros nove leprosos certamente não alcançaram a condição para serem qualificados como salvos, apesar de aparentemente estarem livres da doença.

Neste intante, cabe introduzir nesta reflexão a idéia do termo alívio (Mateus 11,28), que representa um benefício alcançado, sem que se tenha produzido a reformulação de propósitos e pensamentos requerida pela doutrina do Mestre. Além da indicação inequívoca de O Evangelho segundo o Espiritismo, de que em alguns casos a própria doença (expiação ou prova) é o remédio de que carecemos, e do qual não haveremos de nos desatrelar, pelo impositivo da lei de reajuste. Desta forma, como falar de cura? Como definir se o auxílio recebido foi estrutural (cura) ou superficial (alívio)? Em esmagadora maioria não somos dotados deste poder de investigação do psiquismo dos outros.

Qualquer uso do termo CURA no Centro Espírita, seja para passe ou reunião, induz o aflito à dedução de que se ele se submeter à rotina de passe ou reunião de cura, ele alcançará a cura automaticamente, condição imediata do seu desespero e do seu desejo natural de se livrar da dor ou de um desconforto qualquer.

Nenhum espírita, médium ou não, ou instituição espírita sérios podem garantir o resultado de quaisquer das terapêuticas espíritas, pois não temos acesso ao grau de necessidade do aflito em relação à sua dor. Por isso, nos parece cauteloso substituir o termo cura por tratamento, deixando assim claro a intenção de sermos alvos da misericórdia de Deus, amenizando nossas dores, sem invalidar a orientação do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, de que ‘o sofrimento é inerente à imperfeição’, e conforme nos afirma o espírito Vianney (cura de Ars): ‘Muitas vezes a cegueira dos olhos é a verdadeira luz do coração’.

 

Fora disso, é sugerir ilusão.

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Wed, 24 Nov 2010 08:37:00 -0800 Convencer ou converter? http://geaas.org.br/convencer-ou-converter http://geaas.org.br/convencer-ou-converter

Por Cláudio Amaral

“Pregai o Evangelho em todas as ocasiões, mas só usai palavras quando necessário.” Francisco de Assis

Muitos foram os profetas e arautos da Palavra de Deus, mas pouquíssimos conseguiram manifestar em atos e palavras a essência da sabedoria divina como o irmão Francisco de Assis. Sua noção de fraternidade foi a mais pura expressão do Evangelho do Cristo, estendida às criaturas e à Natureza.

Sua compreensão da vivência da mensagem cristã está muito bem colocada na frase base deste texto. Muitos religiosos se apoiam no mandamento do “Ide e Pregai”, como se fosse uma forma exterior de simplesmente converter os outros de suas convicções ao Cristianismo, através da aceitação de sua Igreja.

Francisco interpreta a pregação como um ato de convencimento ao outro através da vivência própria das verdades que abraçou. Antes de espalhar o Evangelho escrito, esforçar-se por ser um exemplo de virtudes do Evangelho Vivo, dando provas de que o Cristo veio para nos ser útil na vida prática, e não para adoração estática ou proselitismo.

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Wed, 24 Nov 2010 08:37:00 -0800 Centenário de Chico Xavier http://geaas.org.br/centenario-de-chico-xavier http://geaas.org.br/centenario-de-chico-xavier

Por Cláudio Amaral

Em 2010, se o nosso Chico estivesse entre nós encarnado,completaria cem anos. É natural que o Movimento Espírita se mobilize e aproveite a data para relembrar a notável figura deste homem de bem. Estamos muito carentes de exemplos de correção moral e humanitarismo, e Chico sempre será uma referência neste sentido, digna de ser mencionada.

Todavia , precisamos ser comedidos nestas homenagens, considerando a postura em vida do saudoso mineiro, refratário que era aos holofotes. Chico sempre foi avesso a ser colocado em evidência. Os diversos títulos de cidadania que lhe foram conferidos pelas Casas Legislativas pelo Brasil, foram todos recebidos em nome da Doutrina espírita, ressaltando que ela sim era a devida homenageada. Quando seus aniversários coincidiam com as reuniões do seu grupo espírita , não concordava com comemorações, e até faltava aos encontros para não ser o foco das exaltações. Por último, foi informado e convidado para ser homenageado em um Congresso Espírita, em Portugal, não comparecendo sob a justificativa das restrições do seu estado de saúde. Chico sempre considerou com fidelidade as orientações de Allan Kardec, e este disse: “É o orgulho que faz se julguem infalíveis (os médiuns) e repilam todos os conselhos. Esse sentimento é infelizmente excitado pelos elogios de que são objeto; basta que um médium apresente faculdade um pouco transcendente, para que o busquem, o adulem, dando lugar a que ele exagere sua importância e se julgue como indispensável, o que vem a perdê-lo.” (O que é o Espiritismo? Cap.II – item 86). Da profunda compreensão dessas palavras kardequianas, ele mesmo se intitulava “Cisco Xavier”.

Primando por essa simplicidade, exemplificada por Chico, devemos externar nossa saudade e admiração por este amoroso amigo através de cada casa espírita, no próximo futuro 2 de abril de 2010, dedicando uma reunião modesta para relembrarmos os princípios morais que nortearam sua vida e que Chico prezou com tanto afinco em diversos momentos, muitos documentados por seus biógrafos. Com certeza, se cada uma de nossas associações espíritas oferecer esta flor singela da lembrança carinhosa e reconhecida por tudo que ele nos significa, é provável que com maior facilidade sintonizemos com seu coração humilde, ofertando as flores de nossa gratidão por sua vida modelar. Fica a sugestão!

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Wed, 24 Nov 2010 08:35:00 -0800 Práticas Desnecessárias – Sim ou Não? http://geaas.org.br/praticas-desnecessarias-sim-ou-nao http://geaas.org.br/praticas-desnecessarias-sim-ou-nao

Por Cláudio Amaral

Existe uma estória de caserna que fala sobre uma surpresa desagradável em determinado quartel. No horário do hasteamento da bandeira se verificava o sumiço da adriça, impedindo a amarração do pavilhão nacional e dificultando o rito cívico diário.O comandante da época para sanar aquela ocorrência instituiu o serviço de guarda ao mastro. A medida surtiu o efeito corretivo desejado naquele instante, e foi mantida ao longo do tempo. Até que muitos anos depois, indagado o soldado de serviço, qual a finalidade da sua atuação junto ao mastro, ele respondeu que não sabia, mas ‘que sempre fora feito assim’.

Este conto nos remete ao fato da importância de avaliarmos nossas rotinas, a fim de que elas não se desviem dos objetivos primordiais e se tornem cumprimento de mesmice. Isso se aplica a qualquer atividade. No meio espírita não é diferente.

Precisamos cogitar com bom senso e racionalidade, numa prática salutar da fé raciocinada. Dois pontos poderemos analisar se não se enquadram neste contexto de perda de propósito:

1º) A prática simultânea de aplicação de passe individual e distribuição de água fluidificada.

Todas as duas formas consistem em técnicas da fluidoterapia, com o fim de atender uma necessidade específica do recebedor do seu benefício. No caso do passe individual essa ação é direta, em razão do paciente estar em condições de buscar pessoalmente a ajuda. No tocante à água fluidificada, caberá relembrarmos o papel físico-químico fundamental deste líquido, como veículo universal nas formulações medicamentosas, por sua neutralidade. Assim, sempre foi utilizada como veículo quando impregnada pelo magnetismo do médium, a fim de beneficiar o paciente que não esteja em condições de se deslocar ao centro espírita, por fatores impeditivos referentes à sua doença física ou mental ou convalescência. Em dado momento, passou-se a ministar, em duplicidade, tanto o passe individual como a água fluidificada aos frequentadores das reuniões públicas, como se o fluido administrado de uma forma agisse diferente da outra, quando em realidade eles se sobrepõem. Cria-se nos frequentadores das instituições a ‘mania’ da duplicidade obrigatória dessas práticas fluidoterápicas, reforçando a viciação em receber passes, tão contra-indicada por André Luiz, no livro Conduta Espírita.

2º) A prática da obscuridade (suspensão da luminosidade) durante a aplicação do passe ou do momento da prece.

Este hábito tem, em parte, sua fundamentação na prática similar utilizada nas reuniões mediúnicas de materialização, onde é recomendável a baixa luminosidade artificial (Missionários da Luz-André Luiz) para não haver perda dos fluidos sutis utilizados (material luminoso extraído da natureza) em tais tarefas específicas. Estender tal orientação à prática comum da fluidoterapia nas reuniões doutrinárias é aplicar o conceito restrito ao caso geral. O fenômeno mediúnico (passe) se realiza independente da luminosidade natural ou artificial. Alguns defendem a interferência da baixa luminosidade para ajudar numa maior concentração das pessoas. O apoio de fórmulas exteriores, como a diminuição da luminosidade, com essa justificativa, pode ser comparado ao ato formal de dar as mãos (Livro dos Médiuns,CapXXV,item 282, perg.15) para estabelecer uma corrente entre as pessoas. Dizem os espíritos, que esta expressão externa não corresponde necessariamente à disposição interna das pessoas, ou seja, mãos entrelaçadas não definem se os pensamentos estão dispersos ou homogêneos. Mera exterioridade, formalidade que gera ritualismo. Isto sem deixarmos de tocar no prejuízo quanto a visão fantasmagórica que a escuridão empresta ao clima destas práticas espíritas, por ser um recurso de intimidação muito usual aos filmes de terror. Nada que se equipare ao sentido transparente, espontâneo, que o Espiritismo deseja nos influir, a termos dentro e fora do centro espírita, sem ambiência ou atos místicos. A mística do Espiritismo é a naturalidade e simplicidade da condção dos seus atos de fé. Ele se aparta de ‘muletas’ e ‘bengalas’ para promover diretamente a criatura na busca dos ideais superiores.

Incorporar modismos sem a devida conexão aos princípios doutrinários é enxertar práticas desnecessárias.

‘É nisso que consiste a superioridade da Doutrina Espírita sobre as demais doutrinas. Enquanto o crente se mantém em suas crenças obsoletas, por maiores que sejam as provas que lhe demonstrem o erro, o Espírita se encaminha para onde a sã razão o conduz. Nós estaremos, onde estiverem as provas daquilo que afirmamos. Afirmar sem provas, garantir sem esteio, impor sem raciocínio, nada poderá ser jamais, o nosso critério’. Carlos Imbassahy (Livro Religião – Cap I)

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Wed, 24 Nov 2010 08:34:00 -0800 Sacerdotes e Líderes Religiosos: Um Arremedo da Função Paterna http://geaas.org.br/sacerdotes-e-lideres-religiosos-um-arremedo-d http://geaas.org.br/sacerdotes-e-lideres-religiosos-um-arremedo-d

Por Cláudio Amaral

O ser humano se debate para sanar suas dificuldades, ou ao menos suavizá-las. E se existe um quadro angustiante de sofrimento, que atinge a um grande número é a falta da figura paterna atuante.

Muito conhecido como órfão de pai vivo.

É um sofrimento de crianças, jovens e adultos que gera sequelas extraordinárias, pois dificulta o processo de identificação do indivíduo, acarretando a ausência de referenciais na condução de suas vidas e na convivência com os outros, desde pouca idade, com a sensação de rejeição e abandono.

O despreparo da nossa sociedade em termos de formação integral em família sempre foi flagrante. Esta célula social passou a se restringir ao papel de núcleo promotor da sobrevivência física e propiciador das condições de autonomia socioeconômica de cada um. A família pouco se interessa em ser acolhedora e tratadora das emoções, por seus integrantes também lidarem mal com as emoções. Hoje isto se agrava, pela forma pouco consequente com que se montam as parcerias afetivo-sexuais, sem o devido mútuo compromisso, envolvendo vidas pouco habituadas à organização e planejamento como forma de carinho e cuidado por si mesmo e ao parceiro.

Daí, a forma servil estabelecida pelas criaturas com seus líderes religiosos, que por sua vez, se colocam como representantes simbólicos da orientação de um Deus-Pai onipotente e onisciente, de que estes adeptos tanto carecem por sua “orfandade”.Com um elemento agravante além da idéia de Deus-Pai, o líder é palpável, então é transferido a ele o direito de decidir e definir o que é certo e o que é errado na vida dos seus filhos espirituais.

Desta forma, o ser humano não discerni sobre o melhor por si só, depende de muletas e bengalas, ou seja, da aprovação do líder religioso para as ações mais comezinhas da vida. Assim, a religião entorpece o ser, anulando seu poder de crescer por suas próprias custas, como se pudesse haver alguém com a capacidade para saber sempre o que é melhor por nós.

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Wed, 24 Nov 2010 08:33:00 -0800 Ser Espírita é Ter os Pés no Chão http://geaas.org.br/ser-espirita-e-ter-os-pes-no-chao http://geaas.org.br/ser-espirita-e-ter-os-pes-no-chao

Por Cláudio Amaral

“Não é espírita quem quer, só é espírita quem pode”

Quando li pela primeira vez esta afirmação (não me lembro o autor), ela me soou como arrogante. Pareceu-me querer dar à condição de espírita um certo grau de privilégio, conferir uma condição especial. Com o tempo de estudo de O Livro dos Esíritos, e a análise mais aprofundada das questões 459 e 466, consegui perceber o sentido sério daquela afirmação.

Por longo tempo, a humanidade se socorreu do imponderável para justificar suas atitudes e comportamentos indevidos, bem como a força definidora dos seus fracassos e derrotas. A par do seu apego a uma ou mais divindades, sempre houve uma representação do mal, que fosse a autora das adversidades, que lhe acometiam. E por muito tempo o ser humano foi vítima desse jogo entre o bem e o mal.

Até hoje muitos justificam suas desditas por ação das forças contrárias à sua felicidade. Todo e qualquer obstáculo é interpretado como façanha do inimigo, que impede à criatura de ver atendido seu desejo de conquista.

Com o Espiritismo esta fase de transferir responsabilidade acabou.

Somos cercados por influências de toda ordem, algumas interferem de forma incisiva sobre nós, mas nada, absolutamente nada, age em nosso favor ou contra, se não houver nosso aval, através da compactuação que fizermos pela identidade de propósitos entre nós e nossos acólitos. A resposta à pergunta 466 deixa claro que somos nós que atraimos as influências que recebemos.

Logo, ser espírita é assumir a responsabilidade própria no estabelecimento da atração e teor das sugestões que recebemos. Deixando a atitude imatura espiritualmente de tentar repassar a culpa ao diabo (que não existe) ou aos obsessores.

Assim, “só é espírita quem pode” ter frente a vida uma postura consciente e consequente, de que na trajetória de todos nós, cabe-nos a autoria, sem fugas ou desculpismos. É tomar as rédeas da própria vida, sob as bençãos de Deus, com os pés no chão!

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Wed, 24 Nov 2010 08:32:00 -0800 Jesus Vos Salvou? http://geaas.org.br/jesus-vos-salvou http://geaas.org.br/jesus-vos-salvou

Por Pedro Camargo

(Publicado no jornal O Clarim de 09/02/1918)

Dizeis que Jesus vos salvou, mas estais cheio de orgulho no vosso coração. De que, então, Jesus vos salvou?

Dizeis que Jesus vos salvou, mas estais cheio de avareza no vosso coração. De que, então, Jesus vos salvou?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas nutris desejo de vingança no vosso coração. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas a inveja amargura vosso coração. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas o ódio domina vosso coração. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas as murmurações irrompem a cada momento do vosso coração. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas a soberba impera arrogantemente no vosso coração. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas viveis com dissimulações que são hipocrisias. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas continuais estendendo publicamente vossos vícios: jogo, álcool, morfina, fumo, luxurias, gulodices. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é vosso Salvador, mas sois idólatra: adorais o vosso “eu”, alimentando assim o egoísmo, fonte de todo o pecado; adorais o mundo, o poderio, o ouro e as posições. De que, então, vos salvou Jesus?

Dizeis que Jesus é o vosso Mestre e ignorais todas estas coisas? O que, então, vos ensinou Jesus?

Quereis saber, agora, por que motivo Jesus ainda não vos salvou? É porque não tendes permanecido na sua palavra, pois escrito está no Evangelho: “Se permanecerdes na minha palavra, então, sereis meus discípulos e conhecereis a Verdade e a Verdade vos salvará. Se, porém, não permanecerdes na minha palavra, ainda que me digais: Senhor! Senhor!, eu vos direi abertamente: apartai-vos de mim; não vos conheço”.

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Wed, 24 Nov 2010 08:31:00 -0800 Homossexualismo – Respeito Acima de Tudo http://geaas.org.br/homossexualismo-respeito-acima-de-tudo http://geaas.org.br/homossexualismo-respeito-acima-de-tudo

Por Cláudio Amaral

A condição natural é a heterossexualidade, pois a partir dela se processa o impositivo fundamental da lei de perpetuação da espécie, através da procriação, estabelecendo uma atração de busca e troca entre os caracteres masculinos e femininos, que basicamente identificam o homem e a mulher, respectivamente, propiciando o equilíbrio da saúde integral (física e mental).

Todavia, a homossexualidade e a bissexualidade são ocorrências de fato. Como tudo em nossas vidas, o hoje é o fruto da atitude do ontem. Essas inclinações encontram, na maior parte das vezes, seus fatos geradores em vidas passadas (reencarnação), a partir das impressões destoantes gravadas no perispírito por atitude marcadas pelos equívocos e excessos de nossos comportamentos em relação ao sexo e à afetividade, que exigem reparo. “O sexo reside na mente”, e expressa-se no físico. Assim, ocorre esse descompasso entre o físico e o psicológico.

Diz-nos O Livro dos Espíritos, na pergunta 201, que o mesmo espírito pode animar, em uma encarnação, um corpo de homem, e em outra um corpo de mulher. Contudo, esta alternância nessas duas condições não acarreta nenhuma confusão ao espírito (Deus é perfeito e justo), que possa lhe trazer automaticamente características de uma experiência anterior, em um determinado sexo, para outro diferente em sua vida atual. Se isto ocorrer, certamente será fruto de uma impressão forte vivida nos limites da paixão desenfreada, denotando desequilíbrio. Por outro lado, cabe frisar que a oportunidade de experiências nas duas condições de sexo, faculta ao espírito uma bagagem de conhecimentos, estimuladora dos valores da compreensão, tolerância e fraternidade entre as criaturas.

A homossexualidade requer retificação, que só cabe ao próprio espírito, estagiário nessa fase de experimentação, impor-se, através de uma reflexão profunda e honesta sobre sua realidade. A ninguém será dado o direito de julgar, recriminar ou discriminar, pois se o acusador goza da condição do sexo ajustado, não está isento de apresentar outro tipo de desvio de comportamento, que também requererá a caridade da compreensão de todos. Devemos estabelecer um clima de convivência fraterna na ordem social capaz de assegurar, respeitosamente, o direito da expressão sexual a que cada um se dedique, sem constrangimentos desnecessários, que só atestam imaturidade do organismo social. Lembremo-nos da palavra inspirada de Chico Xavier no Programa Pinga Fogo, em 12/12/1971: “…mas não devemos desconsiderar, de maneira nenhuma, a maioria de nossos irmãos que vieram e que estão na Terra em condições inversivas do ponto-de-vista de sexo, realizando tarefas muito edificantes em caminho da redenção de seus próprios valores íntimos. Consideramos isso com muito respeito e acreditamos que a legislação do futuro em suas novas faixas de entendimento humano saberá criar dentro da família, sem abalar as bases da família, a legislação humana saberá incorporar à família humana todos os filhos da humanidade, todos os filhos da Terra, sem que a frustração afetiva venha continuar sendo um flagelo para milhões de pessoas … a frustração afetiva é um tipo de fome capaz de superlotar os nossos sanatórios e engendrar os mais obscuros processos de obsessão e por isso mesmo, devemos ter esperança de que todos os filhos de Deus na Terra, serão amparados por leis magnânimas com base na família humana para que o caráter impere acima dos sinais morfológicos e haja compreensão humana bastante para que os problemas afetivos sejam resolvidos com o máximo respeito às nossas leis e sem abalar de um milímetro o monumento da família que é base do Estado”.

Encerrando, Jesus na passagem da mulher adúltera (João 8,1-11) nos transmitiu uma lição valiosíssima e geral para aplicarmos nas situações em que nos depararmos com toda ordem de equívocos alheios, aproveitando-se apropriadamente de um desvio sexual que lhe fora apresentado, talvez pelas opiniões nesse departamento do comportamento humano encerrarem tanta hipocrisia e desrespeito. Cabe lembrar suas sábias palavras:

“QUEM DE VÓS ESTIVER SEM PECADO, SEJA O PRIMEIRO A LHE ATIRAR UMA PEDRA”.

“DISSE-LHE JESUS: NEM EU TE CONDENO. VAI E NÃO TORNES A PECAR”.

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Wed, 24 Nov 2010 08:30:00 -0800 Em Defesa da Vida – Suicídio http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-suicidio http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-suicidio

Por Cláudio Amaral

O Espiritismo vem nos esclarecer a importância das nossas existências para cada um de nós. Estende o significado da vida além dos limites de alguns poucos anos sobre a Terra e dilata nossos horizontes, nos apontando o infinito de oportunidades para o nosso crescimento espiritual.

A jornada terrena deixa de ser um fim em si mesma, e projeta suas conseqüências no futuro, ao qual estaremos forçosamente ligados. Por isso o sentido de responsabilidade se aviva, e a impulsividade e inconseqüência dão lugar à consciência do papel, que cabe a cada um de nós. Sem desespero, passamos a buscar a nossa identidade, que instalará a harmonia em nossos corações, dia a dia. A pergunta é: O que me cabe? O que só eu, com minhas características pessoais, poderei fazer? Como devo me posicionar frente à vida para ser útil, a mim e a todos em volta?

E aí, muda nosso sentido de vida. De um mundo acanhado, restrito, passamos a perceber o quanto somos importantes na engrenagem geral. O quanto nossa falta será sentida se desertarmos do “bom combate” antes da hora.

O suicídio é um ato impensado, que deixa de considerar todos esses aspectos.

Se a solidão, o insucesso, a falta de perspectiva, a depressão, enfim qualquer motivo te leva a considerar o suicídio como uma opção (infeliz), recorre a um amigo, busca um cenário tranqüilo da natureza, o mar por exemplo, e reabastece tuas baterias interiores no carinho e atenção, que tanto te fazem falta. Não te entregues ao negativismo, ao pessimismo, que só existem na tua mente, momentaneamente enferma.

Dá essa chance a ti mesmo, e verás tua recomposição gradualmente se estabelecer. Todos passamos por momentos difíceis, só não podemos nos entregar ao desânimo, sob o pretexto da falta de saída. Sempre há uma solução e ela se inicia na nossa confiança em nós mesmos e no Poder Superior, que a tudo rege. A vida agradece!

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Wed, 24 Nov 2010 08:29:00 -0800 Em Defesa da Vida – Pena de Morte http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-pena-de-morte http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-pena-de-morte

Por Cláudio Amaral

Um princípio inteligente dita: “O que é válido para o menor é válido para o maior”. E socialmente isto é adequado, pois o coletivo assume atribuições que o individual lhe delega. A civilização se caracteriza pelos conflitos solucionados através da negociação, fruto do diálogo entre as partes. Nada mais primitivo e grosseiro do que a atitude brutal e radical do coletivo, em nome do particular, exterminar um dos seus integrantes por sua atitude indesejável. O descabimento do homicídio como meio de justiça pelas próprias mãos de um componente da sociedade, não se altera por ele ter sido praticado por um ente público representante de todos. A decência do particular deve se estender à representação da sociedade, se não o cidadão estará sendo hipócrita em não matar por si, já que tem um mecanismo legal que mata por ele.

Temos que reconhecer a nossa incompetência na condução do processo recuperador dos nossos irmãos transgressores. A sociedade inerte cria seus malfeitores, que uma vez entregues a um sistema penitenciário ineficaz, os qualifica e recicla em perversidade.

Quando assinalamos a pena de morte como solução, estamos sentenciando a nós mesmos por descrermos que seremos capazes de mudar para melhor. A pena de morte é o descrédito da sociedade sobre ela mesma. O Espiritismo nos indica a lei de sociedade como um instrumento de progresso, com que Deus nos muniu. Através das relações crescemos em todos os sentidos e nada justifica nos apartarmos ou a alguém da oportunidade de receber ajuda especializada e científica, mesmo que em regime prisional, para rever seus conceitos e princípios. A sociedade, nós como um todo, precisamos assumir o rumo de recuperação e apoio de todos os carentes, sem discriminação, inclusive dos detentos e seus familiares, através da terapia do trabalho e da ação social. A vida agradece!

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Wed, 24 Nov 2010 08:27:00 -0800 Em Defesa da Vida – Eutanásia http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-eutanasia http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-eutanasia

Por Cláudio Amaral

Existe uma expressão que muito bem define a atividade do indivíduo, quando opta pela EUTANÁSIA: Pensar que é Deus. O ser humano tem essa necessidade, de si igualar ao Criador. E em certas horas ele extrapola. Eutanásia – dispor da vida de alguém por entendê-la em estado terminal, sem condições de cura.

A eutanásia é divulgada como um ato de misericórdia, que no fundo esconde uma boa dose de vontade de se desvencilhar do problema, que normalmente tem uma carga de dor muito grande, algo do que queremos nos apartar por considerarmos insuportável e incômoda.

Estes instantes críticos testam nossa capacidade de doação sem retorno, pois aquele por quem nos desvelamos não esboça sinais de gratidão ou sequer pode nos retribuir o afeto. É um momento nosso que revelaremos nossa natureza íntima. Nossa generosa e fiel opção por deixarmos que a vida se escoe em seu rumo natural. Sustentar dignamente a vida do doente incurável, sem perspectiva, é garantir igualmente a vida dos altistas, pessoas excepcionais e outros alienados, que por extensão, por sua profunda restrição na relação com o mundo objetivo poderiam também ser considerados como vidas inúteis, sem nexo.

Vidas que dão sentindo à vida de muitos e que a dedicação determinada e afetuosa dos seus amores, em muitos casos, foi capaz de desenvolver caminhos de curas parciais e totais. Só o amor gera a vida na plenitude de sua qualidade. Optemos pelo amor. A vida agradece!

 

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Wed, 24 Nov 2010 08:26:00 -0800 Em Defesa da Vida – Aborto http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-aborto http://geaas.org.br/em-defesa-da-vida-aborto

Por Cláudio Amaral

Aprofundemos a discussão sobre o aborto….

Nós espíritas nos inscrevemos entre aqueles que defendem a vida, sem medirmos esforços, e por isso não aceitamos a descriminalização do aborto. Sem dúvida, qualquer liberação de atos imorais, sobretudo num primeiro momento, terá um poder avassalador sobre as mentes incautas, que serão seduzidas pela propaganda (de um comércio vil), que não medirá esforços nem meios para saciar sua ambição gananciosa. Mas nossa proposta é aprofundarmos o assunto. Mesmo que o aborto continue proibido, cabe indagarmos se isto por si só impede que os motivos predisponentes a tal insana atitude hajam sobre as mulheres grávidas. É obvio que não!

E quais são esses motivos?

1) de ordem social: falta de apoio dos pais; filho originário de uma relação não desejada (estupro); condenação das amizades.

2) de ordem psicológica: despreparo para a maternidade; gravidez não programada.

3) de ordem econômica: desemprego; medo de perder o emprego.

4) de ordem biológica: conhecimento de estar gerando um filho deficiente; gravidez de risco.

As leis só se demonstram eficazes se o cidadão, a quem elas se dirigem lhe penetra o sentido e há identidade com o seu objetivo. Se o cidadão se vê forçado a viver uma realidade diferente da apontada pela lei, certamente ele optará por atender o arrastamento da sua condição real e desconhecerá o impositivo da lei.

Mas por quê isto? Simples capricho de descumprir a lei?

Não.

Aí é que temos que sair da retórica vazia, da filosofia idealista, para assumirmos uma posição franca e decidida de irmos ao encontro do apoio à dor alheia. Pragmaticamente, sem rodeios. No caso específico do aborto, atacando aqueles motivos enumerados anteriormente. Se reconhecemos, nós espíritas, no aborto um ato delituoso perante à Lei Natural, certamente devemos nos sensibilizar, também, com a situação desesperada e desorientada daquela mulher ou daquele casal, que veja o aborto como a única solução para o seu drama. Cabe encerrarmos este comentário, destacando a feliz e bendita iniciativa do Centro Espírita Leon Denis ao lançar a campanha do Núcleo de Valorização da Gravidez (NGV), que poderá ser contatado através do fone (021) 2452-2266, e que mais instituições possam imitar este serviço de amor à vida.

 

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Wed, 24 Nov 2010 08:25:00 -0800 A Raiz da Violência http://geaas.org.br/a-raiz-da-violencia http://geaas.org.br/a-raiz-da-violencia

Por Gustavo Rangel

Há quase dois mil anos, nosso Mestre Jesus pronunciou estas palavras no Sermão da Montanha.

Hoje, após tantos séculos, o que ainda vemos no Mundo e em nossa Pátria, em especial?

A Doutrina Espírita – como o Consolador prometido por Jesus, faz-nos refletir seriamente sobre o tema, em suas múltiplas faces.

A par do avanço tecnológico, caminhamos lado a lado, com a aflição, a amargura, a miséria moral e material, a violência do homem contra seu próximo e contra si mesmo…

E o que vemos? A indústria da morte pelo excesso de armamento bélicos, a cada dia, mais sofisticados e poderosos; os países “desenvolvidos” fortalecendo com armas destruidoras os países “em desenvolvimento”; interesses econômicos mesquinhos imiscuindo-se em todos os setores de produção e de serviços; os males da injustiça social, gerando – classes humanas desprotegidas, mal-remuneradas, abandonadas, sem opção de trabalho digno e sendo, muitas vezes, submetidas ao trabalho escravo; grande número de seres humanos “habitam” em favelas, guetos e malocas, – quando não ficam pelas ruas e estradas; o tráfego de drogas, a cada dia se expandindo mais , em todos os segmentos da sociedade; a liberação desenfreada do sexo, que acaba perdendo seu verdadeiro significado; a prostituição infantil e da adolescência; a agonia da fome…

Desesperados, muitos desses nossos irmãos, partem para a agressão à Sociedade indiferente, que os relega a um estado primitivo, sub-humano, sem nenhuma perspectiva de esperança.

E, em não se pesquisando as verdadeiras causas de tanta violência, buscam-se medidas de repressão, pura e simples, para tentar deter a onda avassaladora de tanto sofrimento.

Criam-se, então, os reformatórios para os adolescentes, constróem-se os presídios de segurança máxima; superlotam-se os xadrezes das delegacias; aplicam-se leis mais severas; utiliza-se do malfadado recurso da pena de morte, a institucional (“legalizada”) e aquela outra -, a dos esquadrões de extermínio, na prática de assassinatos frios, esquecendo-se de que o Espírito é imortal e sobreviverá além do túmulo, muitas vezes cheio de ódio e revolta, engrossando as fileiras dos irmãos desencarnados, desesperados e ignorantes, que continuarão na prática do mal.

Por tudo isto, as causas da violência continuam a se multiplicar de forma fecunda.

Perguntamos, então: Qual será a principal raiz de toda a aflitiva situação que estamos presenciando e em muitos casos, dela mesma participando?

O inesquecível filósofo espírita – LÉON DENIS -, em seu livro – “Depois da Morte”, no capítulo 46, dá-nos uma importância diretriz para nossa reflexão e imediata aplicação: “Não haverá paz entre os homens, segurança, bem-estar social, se não for vencido o EGOÍSMO e destruídos os privilégios; então as desigualdades estridentes desaparecerão e todos partilharão, na medida de seu trabalho e do seu mérito, do bem-estar comum.”

Entendemos que a única solução é uma terapêutica preventiva pela educação, das atuais e futuras gerações, para que através do amor, que o Evangelho de Jesus nos ensina, possamos paralisar e, em seguida, reverter, todo esse quadro de angústia e dor, que se nos oferece, diariamente, aos nossos olhos.

Nesse terapêutica, cabe à Doutrina Espírita, papel preponderante e decisivo. Pela nossa própria evangelização, nos esforços que empreendermos pela nossa melhoria moral, estaremos contribuindo para o aperfeiçoamento da Família, da Sociedade, da Pátria e do Mundo.

Como nos diz VINICIUS, no livro “Nas Pegadas do Mestre”: “Salvar é Educar. Jesus é Mestre e, como tal veio ao Mundo salvar a Humanidade, promovendo a Educação no Espírito do Homem”.

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