Em entrevista à Rede Boa Nova de Rádio, quando do lançamento de sua concorrida obra “Espiritismo e Ecologia”, na Livraria Cultura de São Paulo, André Trigueiro falou sobre o livro Barão de Santo Ângelo, O Espírita da Corte uma publicação da Editora Lorenz – por ele prefaciado – e que será lançado no próximo dia 18 de novembro, às 17h, na Associação Brasileira de Imprensa, no Centro do Rio.
“Foi um enorme prazer fazer o prefácio desse livro, que realiza com esmero, talento e profissionalismo um trabalho de arqueologia histórica, resgatando fragmentos até então desconhecidos. É um trabalho muito importante de resgaste da memória de Araújo Porto-Alegre, de reconstituição do então emergente Movimento Espírita no Brasil, ainda pequeno, disperso, que encontrou na figura de Araújo Porto-Alegre um dos seus grandes pioneiros. Ele, que teve a honra de ter contato pessoal com Kardec, na França, que teve contatos, algumas conversas, algumas novidades – e isso o livro expressa com muita felicidade – da Corte, à época de Pedro II em relação à Doutrina Espírita; e, ao que parece, uma afinidade da Família Real em relação às teses e premissas do Espiritismo.
Há também, informações de bastidor muito importantes e consistentes, que extrapolam um pouco a questão do Espiritismo sobre a implosão do Império no golpe de Estado; a forma como a República chegou, absolutamente vexatória, com alguns personagens históricos desse período revelados em aspectos – digamos – pouco nobres ou elegantes; o oportunismo dos primeiros republicanos não é algo muito bonito de ver e o livro consegue demonstrar exatamente a forma um tanto afobada com que a Repúbllica se instaurou neste período da História do Brasil.
Parece-me que o livro é interessante para qualquer pessoa interessada, ou na História do Brasil, particularmente nesse período final do Império e início da República, ou na história do Movimento Espírita emergente, na figura de uma pessoa que através do autor foi resgatado, pois muitas vezes o historiador consegue dar o devido destaque a pessoa que não tem mérito, não tem a memória que deveriam ter, porém há aqueles outros que não são reconhecidos com a devida importância e grandeza nos dias de hoje. É o caso de Araújo Porto-Alegre.
Paulo Roberto Viola consegue dar o devido sataus, o devido prestígio, o devido reconhecimento a esse brasileiro que foi importante no Império, foi importante na História do Brasil e foi importante no Movimento Espírita.”




