O Verdadeiro Batismo

Por Cláudio Amaral

“Que também, como uma verdadeira figura, agora nos salva, o batismo, não o do despojamento da imundícia do corpo, mas o da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo”.
(Pedro 3:21)

João Batista afirmou que ele batizava com água, mas que o Cristo batizaria com o fogo. É preciso entender que o fogo sempre foi símbolo de purificação das substâncias. Claro que se submeter ao fogo requer sacrifício, nem tampouco ele se referia ao elemento físico.

Outra não é a condição daquele que tendo vivido por padrões mundanos baseados no orgulho, na vaidade e na ambição, quando passa a refletir acerca dos padrões comportamentais cristãos, em seu mundo íntimo passa a sofrer a fogueira da ação transformadora. É o reconhecimento de equívocos e limitações pessoais, além de resistir à tendência aos velhos vícios e atitudes indevidas.

Manter uma consciência desperta para os valores superiores do Cristo é imergir num oceano de novas indagações. Espiritualizar-se é um processo doloroso e contínuo, queimando antigos hábitos e estabelecendo novas condutas.

É viver em fogo depurador por própria aceitação pela importância dessa experimentação espiritual. A grandeza dessa vivência está longe de uma acanhada formalidade ou ato exterior, é repetição diária. O batismo é acordar todo dia com a disposição de sermos melhores , segundo o modelo de Jesus. É mudança comportamental.